6 ATUALIDADE MAIS NOTÍCIAS DO SETOR EM: WWW.AGRITERRA.PT • SUBSCREVA A NOSSA NEWSLETTER Tempestades no Douro: viticultores pedem apoio urgente A Associação dos Viticultores e da Agricultura Familiar Douriense (AVADOURIENSE) alertou para os prejuízos devastadores causados pelas tempestades Kristin e Leonard, que atingiram a Região Demarcada do Douro, e reclamou apoios diretos e imediatos do Governo para os agricultores e viticultores em risco de colapso. Em comunicado, a AVADOURIENSE descreve um cenário de destruição generalizada: "oliveiras arrancadas, vinhas destruídas, patamares desfeitos, muros derrubados, armazéns agrícolas e habitações danificados". Segundo a associação, estas perdas comprometem colheitas futuras e ameaçam o sustento de centenas de famílias da região. A entidade sublinha que pequenos e médios viticultores do Douro enfrentam há anos dificuldades estruturais, como baixos preços pagos à produção, custos crescentes e cortes nos quantitativos de “benefício”. Agora, acrescenta o comunicado, os fenómenos extremos intensificaram os prejuízos, sem que, até ao momento, haja uma resposta adequada do Estado. Prejuízos superiores a 775 milhões de euros exigem ação urgente do Estado Perante os recentes fenómenos meteorológicos extremos que causaram danos catastróficos nos setores agrícola e florestal, a Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP) alerta para a urgência de uma intervenção financeira do Estado que assegure apoio a todos os agricultores e produtores florestais afetados, independentemente das zonas declaradas em situação de calamidade. Os sucessivos fenómenos meteorológicos de extrema gravidade que atingiram Portugal no final de janeiro já causaram prejuízos superiores a 775 milhões de euros nos setores agrícola e florestal, valor que ainda poderá aumentar à medida que se conclui o levantamento dos danos. Diante da dimensão da catástrofe, a Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP) alerta que as verbas atualmente disponibilizadas pelos diferentes programas europeus são manifestamente insuficientes para responder às necessidades do país. A entidade considera urgente a mobilização de recursos financeiros do Estado português, através do Orçamento do Estado, para garantir uma resposta eficaz, solidária e abrangente. Segundo a CAP, esta intervenção deve alcançar todos os agricultores e produtores florestais afetados, e não apenas aqueles cujas propriedades estão localizadas em áreas abrangidas pela declaração de situação de calamidade. “É imprescindível assegurar uma resposta financeira robusta que permita cumprir dois objetivos fundamentais: repor a capacidade produtiva, estratégica e indispensável para o país, e ressarcir os prejuízos sofridos pelos muitos milhares de agricultores e produtores florestais em todo o território nacional”, afirma a entidade. A CAP já solicitou, com caráter de urgência, reuniões com o Governo e com os partidos com representação parlamentar, reforçando que a resposta à crise deve ser assumidamente nacional, baseada num compromisso político claro e na alocação plena e célere de recursos financeiros para proteger agricultores, produtores florestais e o futuro da produção nacional.
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