ENTREVISTA 48 GONÇALO AMORIM, CEO DA BGI SUSTAINABLE VENTURES “Para nós não há resíduos, há nutrientes” A biotecnologia foi a temática em destaque no Agrifood Open Day - evento anual da BGI que integra vários programas de inovação e de empreendedorismo, incluindo ações do colab Food4Sustainability, pitches e sessões de capacitação -, mote para uma conversa com Gonçalo Amorim, CEO da aceleradora e incubadora de startups portuguesa. Nas suas palavras, “há um conjunto de exceção de agricultores que estão muito avançados na temática da biotecnologia ao serviço da agricultura”, mas muitos produtores não têm ainda instituídas as ferramentas “nas matérias de solo, fertilidade, funcionalidade, biodisponibilidade dos micro e macronutrientes e proteção da cultura, através de técnicas biológicas”. Quais foram os principais destaques do Agrifood Open Day, tanto ao nível de inovação tecnológica como das tendências emergentes no setor agroalimentar? Este é um evento anual importante para nós, porque consubstancia todos os trabalhos que temos vindo a desenvolver ao longo de vários anos. Apresentámos vários programas de inovação e de empreendedorismo, dedicados a alguns projetos estratégicos, nomeadamente o EU Biotech Alliance, do qual a BGI faz parte integrante, e que é uma nova iniciativa a nível europeu liderada pelo EIT Food. Apresentámos o blueprint do Biotech Alliance, cuja temática de este ano foi dedicada ao que a biotecnologia nos oferece, como possibilidades de desenvolvimento de novos produtos, mas também de reaproveitamento da economia circular, no que toca ao aproveitamento de produtos de origem animal, vegetal e humana para a produção, por exemplo, de insumos ou de fatores de produção para a agricultura. Gabriela Costa
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