BA25 - Agriterra

38 CULTIVO: OLIVAL Ilitia, Brunella e Florentia, as novas peças para a revolução varietal do olival Através do programa de melhoramento da Universidade de Florença chegam Ilitia, Brunella e Florentia, para se juntarem ao conjunto de novas variedades de olival em sebe que definirão o futuro da olivicultura moderna. Agromillora Num momento-chave para a trans- formação do olival, onde a sustentabilidade, a eficiência e a adaptação às alterações climáticas marcam o rumo do setor, nascem Brunella, Florentia e Ilitia. Estas três novas variedades de oliveira, fruto do programa de melhoramento genético da Universidade de Florença, juntam-se ao impulso inovador iniciado com Lecciana e Coriana, provenientes da Universidade de Bari. Em conjunto, estas variedades formam um novo catálogo que redefine as possibilidades do olival moderno. Com características agronómicas que respondem aos desafios atuais, como a tolerância ao frio, a entrada precoce em produção ou a elevada qualidade do azeite, estas variedades estão destinadas a tornar-se peças chave no sistema de olival em sebe. A experiência dos últimos anos demonstrou que o sucesso da sebe não depende apenas do desenho da plantação ou do nível de mecanização, mas, em grande medida, do material vegetal. A dependência de um número reduzido de variedades evidenciou a necessidade de ampliar o leque varietal. O melhoramento genético torna-se, assim, uma ferramenta estratégica para garantir a sustentabilidade do sistema. É neste contexto que nascem Ilitia, Brunella e Florentia, três novas variedades concebidas especificamente para responder às exigências do olival em sebe e para complementar o catálogo varietal existente. Não se trata de procurar uma variedade única, mas de oferecer soluções diferenciadas para distintos perfis de produtores e condições de cultivo. Como afirmou em diversas ocasiões Edgardo Giordani, responsável pelo programa de melhoramento genético da Universidade de Florença, “o ideótipo do passado, centrado fundamentalmente na resistência ao frio, exige hoje considerar aspetos como a produtividade, a facilidade de maneio agronómico através da mecanização […], sem perder de vista a necessidade de melhorar as qualidades organoléticas do azeite”. Esta reflexão resume a mudança de paradigma que a olivicultura atual está a viver.

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